Depois de revirar os jornais todos do fim-de-semana, descobri o que queria: um rodapé que nos indica o número de medalhas olímpicas ganhas por este nosso país desde 1924 (
Sol; págs. 32 e 33). Ora vamos lá ver... segundo o jornal do sr. arquitecto, Portugal arrecadou, até 2004, 20 rodelas mágicas! 20 (hoje 21 - És a maior Vanessa)! Não somos uma potência habituada a trazer dezenas de medalhas para casa!
Todos queríamos mais, muito mais! Não acredito que os atletas não quisessem também - todos eles - trazer o seu prémio para casa. Não tendo sido atleta de alta competição, não posso colocar-me na pele deles e saber os sacrifícios que fizeram para estar em Pequim. Mas sei que aos 13 anos eu treinava cerca de 4 horas diárias e às vezes ao Sábado o que, para uma adolescente ávida de viver não era simpático. Sei que não estive disposta a prosseguir uma vida de sacrifício onde tudo é cronometrado, controlado, a pressão era constante porque havia a escola e tinha que ter boas notas, mas também tinha que ser a melhor no desporto... Eu não sou uma campeã!
Mas eles são! E continuo a achar que a maior parte dos nossos atletas fizeram o melhor que podiam e sabiam. Pena haver tantos melhores que eles... e não quero discutir o desporto escolar (ou falta dele) nem o associativismo nem os clubes de bairro onde podem nascer grandes estrelas. Também não quero desculpar afirmações patéticas que incluem caminhas e árbitros porque isso, como disse alguém, é uma questão de formação cívica, educação, chá que não foi tomado na devida altura. Queria apenas manifestar a minha solidariedade para com a representação olímpica portuguesa, especialmente: Vanessa Fernandes, Gustavo Lima, Naide Gomes e Francis Obikwelu.
Os Jogos ainda não terminaram! Ainda pode haver medalhas (força Nélson), mas mesmo que não haja, já temos uma: como tivemos em Seul e nunca mais ninguém se esqueceu!